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Já se estudaram outras alternativas para mulheres?

Viagra > viagra p mulher


E se a única maneira pela qual você consegue medir é perguntando às pessoas, o dado é enviesado.

  • O sildenafil atua inibindo a enzima PDE5, que degrada o GMP cíclico, prolongando a vasodilatação no tecido erétil e no clítoris.
  • O clítoris possui tecido erétil semelhante ao do pénis, pelo que o sildenafil pode aumentar a sua congestão em algumas mulheres.
  • Contudo, a congestão clitoriana não garante maior prazer, orgasmo ou desejo, ao contrário do que se poderia supor.
  • Em mulheres com lesão medular, o sildenafil mostrou algum efeito na resposta genital, mas sem melhoria subjetiva consistente.
  • Os efeitos do sildenafil na circulação pélvica feminina são menos estudados do que nos homens.
  • A variabilidade hormonal ao longo do ciclo menstrual pode influenciar a resposta ao fármaco.
  • Não há dados que sustentem o uso recreativo de Viagra por mulheres para aumentar o prazer sexual.

É diferente de uma ereção, que é algo observável. A excitação feminina é tão mais complicada..." Nesse sentido, Diamond menciona uma área de pesquisa da sexualidade feminina chamada de estudos de concordância, que investiga a conexão e desconexão entre a resposta sexual fisiológica e a resposta cerebral.

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Os exames fisiológicos chegavam a mostrar um aumento da circulação sanguínea na vagina e no clitóris, mas tanto as participantes do grupo placebo quanto as que estavam tomando viagra não relatavam melhora na função sexual. Outras farmacêuticas realizando pesquisas semelhantes vinham se deparando com o mesmo problema - o que não chegava a ser surpresa para os especialistas em fisiologia sexual que já pesquisavam como a questão do fluxo sanguíneo se encaixava na equação da satisfação sexual. Esse era o caso da cientista Nicole Prause, na época envolvida em um dos projetos do viagra feminino nos EUA. O aumento do fluxo de sangue para os órgãos sexuais também faz parte da resposta sexual feminina. Quando uma mulher fica excitada, o corpo intensifica a circulação sanguínea nas paredes vaginais e no clitóris, que aumenta de tamanho, assim como os pequenos lábios - um processo chamado vasocongestão.

3. DHEA

O problema é que, muitas vezes, as mulheres não chegam nem a se dar conta de que isso acontece. "Nós estudamos isso por anos e, para as mulheres, não é tão fácil autoavaliar a vasocongestão", ressalta Prause. "Então nós sabíamos que a chance de fazermos algo nesse sentido e de que as mulheres relatassem que de fato estavam sentindo alguma coisa era praticamente zero." A maioria dos problemas sexuais das mulheres não tem relação com um fluxo insuficiente de sangue para região genital, destaca Lori Brotto, professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, e diretora do Laboratório de Saúde Sexual da mesma instituição. Especialmente o mais comum deles: a perda ou a redução do desejo sexual. Nos homens, aliás, o viagra não funciona sem desejo - é preciso "ativação" do cérebro para que haja ereção. Nos homens, na maioria das vezes a excitação sexual subjetiva - ou seja, o que acontece no cérebro - conversa com o que está acontecendo na genitália.

Causa Descrição Fármaco potencial Limitação atual
Desejo hipoativo Ausência persistente de interesse sexual Flibanserina, bremelanotida Efeito moderado e efeitos secundários
Défice de excitação Dificuldade em manter excitação durante a relação Sildenafil tópico Falta de aprovação generalizada
Dispareunia Dor genital durante a penetração Tratamentos hormonais locais Não existe viagra específico para a dor
Menopausa cirúrgica Queda abrupta de hormonas sexuais Terapêutica hormonal combinada Controvérsia sobre riscos cardiovasculares

O homem sente desejo e tem uma ereção.

  • A investigação sobre o Viagra feminino continua ativa, mas nenhum fármaco oral recebeu aprovação europeia até à data.
  • Ensaios clínicos em curso avaliam combinações de sildenafil com estrogénios ou testosterona em mulheres pós-menopáusicas.
  • A medicina personalizada poderá no futuro identificar subgrupos de mulheres que beneficiem de inibidores da PDE5.
  • Biomarcadores de função endotelial e de resposta vascular genital estão a ser estudados para prever a eficácia.
  • A sexologia clínica em Portugal recomenda uma abordagem biopsicossocial em vez de uma solução farmacológica única.
  • O futuro do tratamento da disfunção sexual feminina passa provavelmente por terapias combinadas e individualizadas.

No caso das mulheres, é mais comum que ocorra uma desconexão entre as duas esferas.

Substância Mecanismo de ação Fase de desenvolvimento Resultados preliminares
Flibanserina Modulador da serotonina e dopamina Aprovado em alguns países Aumento ligeiro do desejo em mulheres na pré-menopausa
Bremelanotida Ativador do recetor da melanocortina Aprovado nos EUA e Europa Melhoria do desejo com administração subcutânea
Sildenafil tópico Vasodilatação local Ensaios clínicos fase II Possível aumento da lubrificação e sensibilidade
Testosterona transdérmica Reposição hormonal Uso off-label em alguns contextos Eficaz em mulheres pós-menopáusicas com défice androgénico
Ocitocina intranasal Neuromodulador do vínculo e excitação Investigação experimental Dados limitados mas promissores

Uma mulher pode ter sinais físicos de excitação - o aumento de fluxo sanguíneo para a vagina e clitóris, por exemplo -, mas não necessariamente sentir desejo ou vontade de se engajar em alguma atividade sexual, e vice-versa. "Pessoalmente acho que muito disso tem a ver com o fato de que, para os meninos, quando estão crescendo, é mais fácil ligar os sentimentos com o que está acontecendo no corpo. Meninas não são encorajadas a explorar o próprio corpo e não têm a menor ideia do que está acontecendo lá embaixo - então muitas mulheres acabam dissociando o corpo da cabeça", diz a pesquisadora. "E a ideia de que você pode consertar isso com uma pílula é uma loucura, é não entender a complexidade do desejo sexual." Outras abordagens farmacológicas - como o Vyleesi, injeção de bremelanotida aprovado nos EUA em 2019 para mulheres em pré-menopausa com baixa libido - tampouco se mostraram frutíferas. Parte do fracasso pode ter relação com o fato de que o desejo tem uma dimensão psicológica relevante para as mulheres.

Aspecto Disfunção feminina Disfunção masculina Impacto do viagra tradicional
Mecanismo principal Falta de excitação subjectiva e lubrificação Falha na ereção peniana Atua no fluxo sanguíneo peniano, sem efeito direto no desejo feminino
Origem mais comum Psicológica, hormonal ou relacional Vascular ou neurológica Não trata causas psicológicas femininas
Resposta a fármacos vasodilatadores Limitada e variável Elevada em muitos casos Resultados inconsistentes na mulher
Foco do tratamento Desejo, excitação e dor Ereção e manutenção Não abrange dor ou desejo

É o que ajuda a explicar, por exemplo, porque a baixa libido as afeta mais que aos homens.

Produto Dosagem Quantidade + Bónus Preço
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Viagra Soft Tabs100mg180 + 10 comprimidos314.95€ 299.95€
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Viagra Genérico200mg30 + 2 comprimidos83.07€ 79.11€
Viagra Genérico150mg90 + 6 comprimidos147.18€ 140.17€
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Viagra Professional100mg30 comprimidos88.92€ 84.69€
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Depressão, ansiedade, estresse, baixa autoestima, conflitos no relacionamento, vergonha do parceiro - tudo isso interfere mais no desejo feminino do que no masculino, pontua a professora Lori Brotto, da Universidade da Colúmbia Britânica.

Principais remédios para aumentar a libido feminina

Em 2015, a Sprout colocou no mercado o flibanserin, medicamento originalmente desenvolvido como antidepressivo e que atua nos níveis dos hormônios dopamina e serotonina com a promessa de aumentar a libido feminina. A droga foi recebida de forma crítica pelos especialistas. Nos testes clínicos, o aumento no número de episódios sexuais satisfatórios (uma medida relativamente subjetiva usada pelo órgão regulatório americano, o FDA, para avaliar essa categoria de medicamentos) observados em um mês entre as participantes ficou entre 0,5 a 1, quando comparado aos resultados do grupo submetido ao placebo. Ou seja, no intervalo de um mês, as mulheres que tomavam o medicamento relataram um episódio sexual satisfatório - ou menos - a mais do que aquelas que o não tomavam. Muita gente considerou que o custo-benefício não valia a pena.

5. Maca peruana

Ao contrário do viagra, o flibanserin tem de ser tomado diariamente, e pode causar tontura, fadiga e náusea. Também não pode ser consumido por mulheres que ingerem álcool - como o uso é diário, quem opta por tomá-lo tem de parar de beber. A droga chegou a ser rejeitada duas vezes pelo Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulatório americano, antes de ser aprovada. Uma das vozes críticas foi a da professora do departamento de Psicologia da Universidade de Utah Lisa Diamond, que pesquisa a sexualidade feminina. A cientista chegou a participar, a convite da farmacêutica que lançou o flibanserin, de um painel com especialistas que simulava o formato adotado pelo FDA - um procedimento que as empresas às vezes fazem para se preparar melhor para o processo "real". "Os homens também se beneficiam dos efeitos dos níveis mais elevados de testosterona, que os permite sentir uma forma mais espontânea de desejo", ela acrescenta.

  • O citrato de sildenafil, princípio ativo do Viagra, não está aprovado para uso em mulheres na União Europeia.
  • Em Portugal, a prescrição de sildenafil a mulheres é considerada off-label e raramente recomendada.
  • Estudos clínicos não demonstraram benefício consistente do Viagra na disfunção sexual feminina em geral.
  • Algumas mulheres com hipertensão arterial pulmonar recebem sildenafil sob outra marca e indicação específica.
  • A automedicação com Viagra por mulheres é desaconselhada devido à falta de dados de segurança a longo prazo.
  • Os efeitos secundários possíveis incluem dores de cabeça, afrontamentos, congestão nasal e perturbações visuais.
  • O medicamento pode interagir com nitratos, causando quedas perigosas da tensão arterial.
  • Mulheres grávidas ou a amamentar não devem tomar sildenafil sem orientação médica especializada.

O desejo espontâneo foi durante muito tempo a ideia pré-concebida do que era desejo: uma vontade que simplesmente aparece, como a fome ou a sede.

Viagra masculino: uma descoberta acidental

A questão central, nesse caso, é que o mecanismo de manifestação do desejo é bastante diferente entre homens e mulheres. Na visão de Prause, ainda que tudo isso estivesse claro desde cedo para muitos dos cientistas envolvidos nas pesquisas, o potencial de vendas de uma droga que pudesse chegar ao mercado com o mesmo marketing do viagra fez com que muitas farmacêuticas ignorassem os alertas. "Nós avisamos que não iria funcionar", ela reitera. Então estudante de pós-graduação no prestigioso Kinsey Institute, Prause acompanhava seu mentor quando, no começo dos anos 2000, se envolveu em um dos projetos do viagra feminino. Na primeira reunião com o grupo que conduziria a pesquisa, uma surpresa: apenas homens - a maioria acima dos 50 anos, médicos e sem PhD, ou seja, sem treinamento aprofundado em pesquisa científica.

4. Tribulus terrestris

"Tinha uma secretária também, que entrava na sala às vezes para servir bolinhos", ela brinca, emendando que acredita que os envolvidos "estavam lá com a melhor das intenções, que queriam ajudar as mulheres e realmente achavam que estavam diante de algo que poderia fazer isso". Ainda assim, a sensação é de que "não houve um debate razoável sobre o que é resposta sexual feminina - os gatilhos para o desejo e a excitação, a conexão (ou desconexão) entre o que acontece no cérebro e no restante do corpo - e sobre por que aquela abordagem provavelmente não iria funcionar". "E isso não é algo único daquela empresa", completa a cientista. Boolell concorda que a indústria farmacêutica deveria "ter ouvido mais as mulheres". Em 2004, quando a Pfizer anunciou que estava suspendendo seu projeto, ele deu uma série de entrevistas para explicar os motivos. As correntes mais modernas do estudo da sexualidade feminina têm investigado, contudo, o que chamam de desejo sexual responsivo, aquele que surge como consequência de um estímulo.

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Com acesso aos dados da pesquisa, chamaram-lhe atenção os registros diários dos relatos dados pelas participantes aos pesquisadores e o fato de que as mulheres que estavam no grupo placebo também tinham experimentado aumento da libido. "A partir do momento em que as mulheres começaram a se perguntar sobre desejo, elas passaram a sentir desejo! Não seria mais barato comprar um diário do que tomar uma pílula? "Nós obviamente depreendemos de dados como esses que o desejo é uma experiência complexa. Não é como uma bolha que estoura, é uma experiência consciente. Uma das cientistas que introduziu esse conceito no início dos anos 2000 foi a canadense Rosemary Basson.

  • Antes de considerar qualquer fármaco, é fundamental melhorar a higiene do sono, a atividade física e a gestão do stress.
  • O exercício aeróbico regular melhora a circulação pélvica e a imagem corporal, com impacto positivo na sexualidade.
  • A mindfulness e as técnicas de relaxamento mostraram eficácia na redução da ansiedade de desempenho sexual feminina.
  • O diálogo aberto com o parceiro sobre expectativas e preferências sexuais é uma intervenção de baixo custo e elevado benefício.
  • A leitura de literatura sexual informada e a educação sexual para adultos podem desfazer mitos prejudiciais.
  • Consultar um médico de família ou um ginecologista é o primeiro passo para qualquer queixa sexual persistente.
  • Nunca comprar “Viagra feminino” em lojas online ou ervanárias sem aconselhamento profissional, pois muitos produtos são falsificados.

A pesquisadora também é autora da ideia da resposta sexual cíclica, que questiona o esquema da resposta sexual feminina como algo direto e linear - desejo, excitação, orgasmo e resolução.

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"Há uma desconexão em muitas mulheres entre as mudanças na genitália e as mudanças no cérebro [durante a resposta sexual]", disse na ocasião. "Essa desconexão não existe entre os homens. Homens têm ereções consistentemente na presença de mulheres nuas e querem fazer sexo. Com as mulheres, as coisas dependem de uma miríade de fatores." Depois do fracasso, as farmacêuticas gradativamente fecharam as torneiras e o ciclo do financiamento abundante para pesquisas em fisiologia sexual minguou. Prause, que a essa altura já estava no departamento de Psiquiatria da Universidade da Califórnia como pesquisadora associada, começou a enfrentar resistência interna na instituição para continuar tocando um estudo sobre orgasmo e depressão.

O medicamento que gera controvérsia

Apesar de ter conseguido financiamento privado para sua pesquisa, ouviu da universidade que não poderia aceitar o dinheiro - uma postura que ela atribui ao caráter "controverso" de sua pesquisa. Terminado seu contrato com a UCLA, ela resolveu fundar a Liberos, um instituto de pesquisa independente. "Há ainda existe viagra feminino um grande estigma em relação a qualquer coisa que se proponha a lidar com problemas sexuais das mulheres", diz ela. "Uma pílula é considerado algo 'aceitável', mas qualquer coisa mais ligada à sexualidade é vista por muitas empresas como algo que pode causar dano à imagem, algo que pode ser visto como pornográfico. Passadas quase duas décadas, uma farmacêutica não havia desistido do viagra feminino - mas focava em outro órgão, o cérebro. Para Basson - e uma legião de cientistas hoje -, as coisas não são tão simples assim.